sábado, 1 de junho de 2013

Leon Stier / Leon Feuer



Leon estava com o cabelo castanho um pouco comprido, seu porte era pequeno perto dos outros membros da família, mesmo com seus músculos adquiridos pelo trabalho no campo, mantinha sua baixa estatura, assim como todos do seu povo, porém, de nada interferia em seu desempenho com uma espada 

Vincent Stier


Vincent havia se tornado um garoto forte, com um rosto angelical, era muito reservado, mas sempre gentil, assim como Morgan. Seu cabelo loiro, longo, caído pelas costas, brilhava com o reflexo das chamas na lareira.

Marina



O longo vestido branco dançava com as ondas de vento frio vindas da porta aberta do celeiro, vento que enrijecia a fina pele branca da donzela. Seus olhos claros brilhavam de encontro à luz do sol refletida na neve, realçando seu diadema de ouro branco com peças de topázio azul em forma de gotas que prendia seu longo cabelo castanho ondulado para trás. 

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Castelo de Agravian


As paredes do castelo mantinham as pedras brancas da fachada externa, cobertas por quadros com figuras das primeiras eras e antigas armas e armaduras. Longas mesas se estendiam pelos salões, iluminados por lustres recobertos por velas. Os compridos tapetes azuis guiavam Leon sala por sala, até finalmente chegar a uma porta branca no lado oposto. Os convidados do rei encontravam-se no jardim aos fundos do castelo, servindo-se de vinho. Leon desceu a pequena escadaria e caminhou até o peitoril do jardim observando a escuridão da baía de Satis, mais alguns passos para a direita e deparou-se com a estátua da deusa Corális que tomava grande parte do jardim.

Abygail Stier


                                                         Abygail Stier

Abygail certamente havia herdado as habilidades de combate da família, seu corpo era rígido, com o cabelo loiro contido em uma longa trança, sempre envolto pelo cachecol verde da família. Ela vivia com um arco na mão, uma pequena espada curva na bainha e uma cinta de adagas presa à cintura.

Túmulo da rainha Lafen


Marina vestiu seu capuz branco e voltou a montar em seu cavalo, partindo em direção ao lago de Begleiter. Seus olhos estreitos pelejavam contra as fortes correntes de vento e os feixes de sol há muito esquecidos pelo tardar do inverno. O imenso lago foi batizado com o nome de sua ancestral Begleiter, mulher de Afor, primeiro senhor de Agravian, na época da guerra por Aurum. Benevere, a égua branca de Marina corria incansavelmente pelo imenso campo gelado, sem se importar com o forte ar gelado que preenchia seus pulmões. Ao contornar o abissal lago a princesa deparou-se com a parte leste da floresta de Agravian, jamais explorada por ela. Benevere relinchou alarmada e parou instantaneamente, olhando acobardada a densa floresta negra, mas continuou pela trilha de pedras assim que ordenada por sua dona. A floresta infinda fechava-se mais a cada metro que se passava e Benevere já não podia mais galopar, sendo obrigada a marchar lentamente entre o labirinto de árvores, tocos e arbustos que cingiam o local. O entrelaçar das árvores impedia que o vento frio adentrasse, porém, a floresta continuava húmida e escura. Um pequeno barranco de terra molhada recém-marcado por cascos de cavalo foi avistado, ligando a densa floresta a um pequeno portal erguido entre galhos e plantas trepadeiras que refulgiam a luz do dia. Benevere relinchou alto ao voltar a galopar por campos abertos, incessante em direção aos montes brancos ofuscados no horizonte gélido. Marina agarrou-se a cela de sua égua e deixou que a própria se guiasse por entre a fina camada de gelo derretido nos pastos dos campos de Agravian. Finalmente as colinas se dissiparam no horizonte e logo ficaram para trás, dando lugar a uma trilha quase imperceptível a um olhar pouco cuidadoso, que seguia rumo ao topo de um patamar mais alto, na beira da cratera que delimitava o fim do reino e o início do mar. Marina saltou de Benevere, amarrou seu alforje de flechas à suas costas e armou seu longo arco de madeira branca seguindo em direção as árvores no topo da pequena colina. As três árvores principais estavam circundadas por amplas rochas abauladas que cercavam um túmulo de pedra com a figura esculpida de uma mulher deitada sobre ele. Marina abaixou-se lentamente para ler as palavras gravadas na pedra e olhou fixamente ainda comovida para gravura da bela dama que se acamava sobre o túmulo.

Castelo de Aurum

                       
                                                          Castelo de Aurum

O vento percorria a vasta área aberta sobre a água. Em meio à tormenta de sua fúria, alimentava a ira das ondas que sucumbiam exaustivamente contra o imenso paredão de pedras. A força do mar estava há muito marcado entre as fendas nas pedras rígidas que sustentavam o patamar que fora escolhido como sede da cidade dos nobres, com sua muralha minunciosamente construída durante gerações para abrigar o berço da família real. Aurum, a capital do reino dos homens fazia-se presente sobre uma ilha de pedras entre as vastas campinas do reino ao leste e o infindo mar ao oeste. Cercada por precipícios, a cidade estava estrategicamente invulnerável a qualquer tipo de ameaça por terra ou por mar. O imenso castelo apoiava-se na beira do precipício, criando uma espécie de balanço que sustentava parte de sua estrutura suspensa sobre a água. Laurel, a cidade dos nobres cavaleiros estava ao leste, logo abaixo, protegendo a única entrada a cidade dos reis. Uma cachoeira de proporção alarmante formava-se entre as duas cidades, sobre a proteção de duas estatuas monumentais com a figura de dois cavaleiros cruzando suas lanças, como forma de dissipar o movimento da queda das águas, deixando uma única brecha sobre uma ornamentada ponte de pedras que ligava Laurel a Aurum por entre uma caverna diagonal. A estrada entre a caverna iniciava-se em Laurel no nível do mar, até o patamar superior a caminho do castelo que abrigava o concelho, a supremacia do reino e seu rei, Galehaut.